As redes concelhias na Rede Nacional de Bibliotecas Públicas

Citações do documento "Programa de Apoio às Bibliotecas Municipais" (DGLAB)

RNBP«Assim, nos casos de população dispersa por vários núcleos urbanos, o dimensionamento da biblioteca deve ser equacionado tendo em conta a população da sede do concelho e dos agregados populacionais sobre os quais, pela sua proximidade e por razões escolares ou laborais, possa exercer forte atração.

Por outro lado, esse dimensionamento deve ter em consideração a necessidade de tornar a biblioteca o centro de uma rede concelhia, capaz de cobrir de forma efetiva toda a área do município, através da criação de pólos, de bibliotecas itinerantes ou outras que, em qualquer caso, devem ser referenciadas no momento de apresentação do processo de candidatura. Tendo em conta que a biblioteca irá dar apoio não só aos pólos como também às bibliotecas escolares do concelho, será conveniente prever, sempre que possível, e sobretudo nas áreas de serviços internos e de depósito, o acréscimo de espaços necessários para o efeito.

Pela mesma razão, o número de funcionários proposto e as áreas indicadas em cada um dos programas-tipo serão adaptados a cada situação concreta, tendo em atenção, nomeadamente, a população residente na sede do concelho e núcleos urbanos adjacentes e ainda as características da rede concelhia a criar (número e dimensão dos pólos, eventual existência de bibliotecas itinerantes), assim como o número de bibliotecas escolares a apoiar.

Considerando que a programação da rede concelhia de bibliotecas é indispensável para ponderar o dimensionamento da biblioteca central, a apresentação de um plano de pólos e/ou biblioteca Itinerante torna-se necessária desde o momento da apresentação da candidatura, mesmo que a sua concretização se preveja dilatada no tempo. (pag 13)
Cada pólo ou serviço de leitura, fixo ou itinerante, deve possibilitar o acesso ao catálogo coletivo da rede concelhia e o acesso à Internet.

A rede concelhia pode ainda incluir serviços de caráter temporário, em praias, piscinas, jardins ou onde a frequência de público o aconselhe. Em muitos casos, as bibliotecas escolares, sobretudo do 1º ciclo, recebem um apoio decisivo da biblioteca municipal, quer na formação de agentes, quer no tratamento documental dos seus fundos, que nalgumas vezes se corporiza nos Serviços de Apoio às Bibliotecas Escolares (SABE).

A criação da rede concelhia, bem como o apoio às bibliotecas escolares, implicam um aumento dos recursos financeiros, materiais e humanos para as respetivas bibliotecas municipais. Por exemplo, na biblioteca central, devem prever-se áreas de trabalho e um depósito de difusão. Atendendo à rede concelhia, deve ser considerada a aquisição de vários exemplares de uma mesma obra e as tecnologias de informação e comunicação devem ser estudadas caso a caso em função dos serviços específicos a disponibilizar na rede. A cada pólo, incluindo as bibliotecas itinerantes, deve estar afeto pelo menos um Assistente Técnico com formação na área das bibliotecas e documentação, bem como um outro funcionário de apoio.


Documento completo: Programa de Apoio às Bibliotecas Municipais -
http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/bibliotecasPublicas/programaBibliotecas/Paginas/ProgramaApoioBibliotecasMunicipais.aspx

Última alteração: Quinta, 17 Setembro 2015, 12:19